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Compartilhar é o nosso propósito
11 de novembro de 2016
Nos primeiros dias de outubro aconteceu o CRIExp na Univates em Lajeado, um evento de inovação, criatividade e empreendedorismo que contou com três dias de intensa programação e mais de 30 painelistas em mais de 90 atividades. Foram mais de 3 mil pessoas do Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e a equipe Sulati também estava presente, representada por alguns colaboradores.
Algumas semanas após o término do evento, esses colaboradores se reuniram para compartilhar todos os aprendizados advindos do CRIExp. Foram dois encontros que contaram com slides, vídeos e imagens, com o objetivo de trocar conhecimentos. Agora essa publicação vai reunir todas as informações mais importantes das palestras para compartilhar internamente na Sulati e também com outras pessoas que tenham interesse em ler sobre inovação, criatividade e empreendedorismo. A equipe Sulati convida todos para a leitura e qualquer dúvida é só enviar para sulati@sulati.com.br
Aprendizados do CRIExp 2016
Execução em quatro passos | Pedro Quintanilha
Ideia principal: A ideia vale sua execução. O sucesso está na execução.
Em sua fala, Pedro contou sua trajetória profissional. Ele trabalhava em uma prefeitura de cidade pequena e se sentia extremamente limitado lá. Mas, ao invés de desistir, resolveu investir no que ele tinha ali dentro e seu foco recaiu sobre a computação. Ou seja, ele descobriu que seu destino podia mudar, bastava mudar sua mentalidade.
Após, com a ideia de que para começar um negócio e para ser um líder você só precisa de 1 seguidor, Pedro iniciou um canal no YouTube. Investiu em câmera, computador, celular, pesquisou grandes profissionais dessa área e, principalmente, se preocupou em construir valor. Segundo Pedro, muitas pessoas querem lucro sem investimento, mas ele fez o contrário: viu a oportunidade, teve a ideia e partiu para a execução, o que é o mais importante.
Falando sobre clientes e públicos, ele abordou o quanto as pessoas hoje não querem apenas um produto, mas sim uma solução para um problema que elas tem. Além disso, há a fuga da dor pela busca do prazer. Ou seja, todo cliente busca o prazer, busca ficar tranquilo que aquilo vai ser resolvido pela empresa ou marca escolhida.
André Rota
O André compartilhou com os presentes que sempre antes do happy hour ele e alguns amigos costumavam conversar e fazer uma mini troca de informações sobre tendências, inovações e ideias. E foi assim que surgiu a ideia do Startup Weekend, um final de semana em que diferentes pessoas, empresas e investidores se reúnem. Tudo se resume em alguns empresários que convidam jovens criativos para apresentarem suas ideias aos possíveis investidores.
Criatividade, pensar fora da caixa | Marcos Piangers
Segundo ele, existem 4 passos para ser criativo:
1 – escolher uma “musa”, algo que te inspira (pode ser um vídeo, uma pessoa, qualquer coisa), para criar uma faísca criativa
2 – anotar tudo e guardar, afinal, mais da metade das ideias acabam sendo esquecidas
3 – relaxar, afastar-se do problema às vezes é a solução. É bom olhar a situação de fora quando acontece um bloqueio criativo
4 – sorrir, afinal, uma pessoa que ri bastante no ambiente de trabalho pode ajudar as outras pessoas a desviar a preocupação para achar uma solução
E ele pontuou algo importante: é errado pensar que as pessoas, a equipe, precisa sair de uma reunião com a solução. Afinal, elas precisam refletir acerca do problema para encontrar a melhor forma de solucioná-lo.

O Diego Pederiva, nosso colaborador, assistiu a palestra do Piangers e até apareceu no caderno especial do Jornal A Hora sobre o evento!
Ter atitude, iniciativa, sem medo | Davizinho Braga
Buyer Persona e a jornada de compra | Gabriela Moura da Content Tools
– “Cada peça de conteúdo é um ativo da empresa”;
– Nos EUA: 93% das empresas B2B usa marketing de conteúdo;
– acontece 53% de aumento no ciclo de compra;
– conteúdo custa 62% menos que a comunicação tradicional;
– 70% dos consumidores consome conteúdo antes de chegar na loja;
– “Marketing de Conteúdo é converter conhecimento em resultado.”
Mas antes de criar conteúdo, é preciso criar a sua Buyer Persona, o que antes era definido como público alvo, mas que hoje recebe novas metodologias, entre elas o Mapa da Empatia:
Exemplo de aplicação do Mapa da Empatia para a marca CRIExp:
– o que o cliente do CRIExp pensa e sente? Estão preocupados em sair da faculdade e entrar no mercado de trabalho;
– quem ou o que ele escuta? Família e mídias sociais;
– o que ele fala? E o que ele faz? Diz que está procurando estágio, mas está curtindo a balada;
– quais são suas fraquezas? Salários baixos, falta de vagas, crise do país;
– qual seu sonho? Montar empresa em Lajeado? Ir para o exterior?
– o que ele vê? Todos os colegas e amigos buscando o mesmo crescimento profissional.
Ambição: Como ganhar juntos? | Daniel Caminha e Aron Litvin do Estúdio Nômade
Novos modelos de negócios:
– Negócios pensados para vir ao encontro de todos;
– As pessoas aprendem e se desenvolvem de forma integral;
– A marca transmite os valores neste modelo de negócio;
– Construção de relações horizontais, mais justas, que se comunicam, dialogam e criam novas alternativas.
Paradigma: Desenvolvimento X Crescimento econômico
– Desenvolvimento é produzir com a consciência do impacto
– Crescimento econômico é ganho financeiro
Exemplos de empresas com conceito de desenvolvimento: Mercur
Alguns representantes da nossa equipe visitaram a Mercur um tempo atrás. Leia a matéria clicando aqui.
A Cinta de Posicionamento para Cadeirante da Mercur foi desenvolvida junto a jogadores de basquete em cadeira de rodas para atender suas necessidades na prática do esporte.
Vuelo: uma marca que cria acessórios a partir de câmaras de pneu.
Como encontrar conexão entre Produto e Mercado | Justin Wilcox
Segundo Justin, é preciso criar uma ponte entre a engenharia e o marketing nas empresas. Afinal, o bom engenheiro entende o sentimento do cliente. Também é preciso buscar vender, mas também entregar além do produto, entregar o que ele representa: “a comida, o alimento, o saciar-se”, por exemplo.
Técnica utilizada em seu Workshop: ele pediu que todos anotassem em post-its dois ou três de seus problemas. Em seguida, fez um levantamento destes problemas agrupando por afinidade. Elencou três deles e iniciou o workshop, explicando com base nos problemas, o que o engenheiro deve discutir com o marketing.
DNA – Dinâmicas Norteadoras para Ação | Gabriel Carneiro Costa
– Pense na sua idade atual e na sua idade de morte, quantos anos ainda existem?
– O que você quer ser nos próximos anos?
– Quem você é diante das coisas?
– As pessoas sentem medo, o que muda é como a pessoa se coloca diante do medo.
– Mudança é um processo. A pessoa deve ter disposição para deixar de ser!
– Pessoas precisam de pessoas: quando aconteceu algo bom, alguém estava lá!
Premissas para mudança:
– O que está acontecendo?
– O que realmente está acontecendo?
– O que realmente é importante para você?
Sistema de crenças:
– Em que você verdadeiramente acredita?
– Para gerar mudança deve haver o espaço para dúvida!
Questões importantes:
– Não se lamenta os fracassos, se lamenta as desistências
– A vida tem a ver com o ser e não com o ter
– Fico com o que conheço ou vou para o desconhecido?
Inovação ou Revolução! | Gabriel Carneiro Costa
– Terminamos com a era da rigidez e criamos a era da complexidade
Projeção:
– O que eu quero ser quando crescer?
– O que eu quero ser quando crescer, como ser humano?
– Quem você quer ser nesse cenário?
– Preocupação com que o outro seja!
– Dá para passar a vida não sendo?
Caminho e destino: muitos querem destino, mas não querem o caminho. Mas é preciso não olhar só o que falta, mas o caminho que já percorreu. Um dia na minha vida, em alguma área, já faltou mais. Quando você chega lá, o lá não é mais lá. Ou seja, “somos os responsáveis por provocar a mudança daquilo que queremos ver em nossa vida.” Você quer, então você pode! Querer é poder! Se acreditar, chegará! Campeões pensam positivo! Mas é importante fazer, operar, acontecer e ter atitude. Cada um tem que fazer seu caminho, afinal, apenas ideias não bastam. É preciso fazer, ter um propósito, algo real, uma vida possível e não idealizada. É preciso buscar sentido e significado!
Também é importante estar aberto ao inesperado. Foco no problema e não nas pessoas, afinal, ainda não aprendemos o valor da colaboração, pois viemos da lógica da competição. Sonhos se conectam e podem começar pequenos, mas devem se conectar e caminhar na direção. Seja a mudança que você procura! Seja a mudança à sua volta!
Inovação por design: modelos mentais voltados à Inovação | Mário Verdi
Princípios do pensamento criativo:
– Burlar o sistema de padrões
– Pensamento divergente
– Gerar alternativas – selecionar
– Questionar e pensar – fazer
Aspectos positivos da mente criativa:
– Observadores
– Atraídos por mistério
– Evitam convenções
– São radicais
– Independentes no pensamento
– Hábitos esquisitos
– Multi-ideais
Aspectos negativos:
– Descontentes e inconformados
– Desorganizados
– Vêem problemas em tudo
– Teimosos
– Temperamentais
– Foco no que está errado e no que está faltando
Pensar no que a pessoa não pediu, encantar!
Intuição:
– Intuição é a emoção e o intelecto trabalhando juntos
– Intuir é enxergar a solução por inteiro
– Imaginação – liberdade de pensar
– Importante sair da massificação
– Observar o usuário para propor soluções
Mudanças:
– Produto – experiência
– Hierarquia vertical – conexão horizontal
– Propriedade – compartilhamento
– Imposição – participação
– Utilização do saber – acesso total a informação
Inovação, Tecnologia e Criatividade prática | Clemente Nóbrega
Inovação: pode ser qualquer coisa que o usuário legitime e que resolva algum problema do usuário.
Questões importantes:
– Alguém em algum contexto já resolveu um problema parecido com o que você tem?
– Não existe problema original! Alguém já resolveu um problema parecido com o seu.
– Faça conexões, conecte ideias!
– A inovação surge da eliminação de contradições e conflitos
– Inovar é remover a contradição
– Problemas parecidos / princípios semelhantes
– Fazer antes dos outros
– Prezar pela simplicidade
– Tendência ao auto-serviço (algo vem até a pessoa)
Os novos paradigmas do futuro e as tendências emergentes | Sabina Deweik
Paradigma X Tendência:
– Paradigma: direcionamento global da sociedade, que pode durar de 15 a 20 anos.
– Tendência: pode durar de 8 a 10 anos.
Economia do olho X Economia da língua:
– Economia do olho: visibilidade
– Economia da língua: experiência, sensorial, autenticidade, compartilhamento, coletivo, escuta, diálogo, sentido e significado, transparência, conexão, inspiração.
Mudanças de era e desafios da pós-opulência:
– Sustentabilidade
– Compartilhamento
– Empatia
– Qualidade do tempo e do espaço
– Papel central da alimentação
– Diversidade
– Retomada da consciência coletiva
– Revolução da mente
– Revolução do ser sobre o ter
Valores:
– Kairós: ocasiões da vida
– Inovar para sobreviver
– Intensidade de experiências
– Verdade, beleza e vocação
– Integração entre ética e estética
– Bens comuns e simplicidade
– Relações criativas
– Eu ao centro
– Coerência da publicidade
Ubuntu: filosofia africana que traduz a essência de ser humano. “É a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro.” “Eu sou porque você é, você é porque eu sou.”
Crucial e sustentável: como posso me responsabilizar pelo coletivo?
Rápido e profundo: tempo é luxo, é o bem mais precioso. “É estar lá quando o cliente menos espera.” Atalho de tempo sem perder a intensidade!
Confiar e compartilhar: olhar para situação com diferentes pontos de vista, olhar por outro ângulo, outra perspectiva!
Único e global: pense localmente e aja globalmente. Riscar o não do dicionário! O que é único pode ser universal!
Outros exemplos: Tons Nude de Christian Louboutin e da Make B. do O Boticário.
Futurismo e Inovação | Tiago Mattos
Profissões:
– Telemarketing – será substituído por robô
– Repórter, jornalista – difícil
– Editor – 5,5% o risco de ser substituído por robô
– Professores – 0,7% o grau de risco
– Profissões intelectuais criativas não serão automatizadas.
Ou seja, a profissão do futuro é: ser hiper-especialista em aprender!
Growth Hacking: que o Vale do Silício tem a ensinar sobre o crescimento acelerado de empresas | Martha Gabriel
Segundo Martha Gabriel, Growth Hacking é o nome dado para definir um modelo de estratégia de marketing inovadora, que combina marketing e engenharia e que foi desenvolvido por startups do Vale do Silício com foco em crescimento na virada dos anos 2000 para os 2010.
E o que as Startups e a crise tem em comum? Pouco dinheiro e ambientes com maior complexidade. Ou seja, os desafios são crescer para conseguir orçamento.
Hacking = atalho
Growth = crescimento
Growth Hacking = estratégia para encontrar atalhos no sistema de marketing para fazer a empresa crescer
O que posso fazer com o pouco dinheiro que tenho? Criar atalhos, ou seja, uma intersecção entre marketing e desenvolvimento do produto.
Características do Growth Hacking:
– Barato
– Eficiente
– Iterativo
– Escalável
– Data-Driven
– Prático
Growth Hacking é um termo novo, mas a prática é antiga. As empresas que crescem mais rápido no Vale do Silício têm sucesso porque não estão focadas em vender (Uber, por exemplo).
– Product Fit (adequação de mercado): antes de aplicar qualquer técnica de tração para escalar o crescimento, é essencial ter certeza que o produto tem aceitação no mercado. “Pergunto aos usuários como eles se sentiriam se não pudessem mais usar aquele produto.” (Sean Ellis)
Valores do Growth Hacking:
– Orientado para resultados, não a recompensas;
– Científico, não “achismos”;
– Ágil, contínuo, não em blocos;
– Inclusivo, não apenas para “estrelas”;
– Sustentável, não são ações isoladas.
“Saber não é suficiente devemos aplicar. Desejar não é suficiente, devemos fazer.” Johann Goethe
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